Infância:

Meus pais, de origem portuguesa, davam um “duro” danado para poder suprir nossa subsistência. Vejam, que vim ao mundo em plena segunda Guerra Mundial. Quantas vezes  comi o chamado “pão preto”. Mesmo assim, minha mãe tinha de se levantar de madrugada para ir à padaria, enfrentar uma fila colossal de pessoas, para conseguir esse alimento. O açúcar também era preto, duro. Tudo era difícil. Meus primeiros estudos foram no Externato Vicente Palloti, um colégio religioso no bairro de Aricanduva, passando depois, para uma pequena escola, pobrezinha, no bairro de Santo Estevão, no Tatuapé, tendo por professora a saudosa Dona Emília. Aí, fiz o primário completo, tirando o meu diploma em 1952. Meus pais, graças a Deus, e com a ajuda de um meu tio, desenvolveram-se bem no comércio de secos e molhados ( era assim que se denominava um pequeno comércio de venda de mercadorias ), podendo dar à família um melhor padrão de vida, não muito faustoso, mas um pouco mais folgado. Fiz meus estudos complementares, ginásio e técnico comercial, no Colégio Saldanha Marinho, de 1953 a 1961. Bons tempos aqueles. Hoje sou advogado, tendo concluído o curso de Direito em 1973, nas Faculdades Metropolitanas Unidas.